Infinity potencializa inclusão de crianças especiais através da atividade física dentro da própria academia

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Inclusão através da atividade física. Essa é uma das bandeiras da Academia Infinity, que vai muito além do ambiente fitness e desenvolve um trabalho direcionado para crianças especiais através de esportes olímpicos como judô e natação, e atividades como jogos e brincadeiras, circuito kids funcional e psicomotricidade – concepção de movimento organizado e integrado. Em dois anos de projeto, a Infinity já atende crianças com síndrome de down, autismo e paralisia cerebral, seja ela diplégica (com comprometimento maior dos membros inferiores) ou quadriplégica (perna, troncos e braços e em alguns casos a parte neurológica).

Um trabalho que abraça diferentes formas de deficiência e também seus distintos níveis. Enquanto crianças especiais mais avançadas em nível motor participam de atividades coletivas, as que demandam um trabalho direcionado realizam as mesmas atividades, só que de forma individualizada. Decisão esta que é tomada logo no ato da matrícula, quando a criança faz uma aula avaliativa que determina a melhor forma de realizar a atividade física.

“Esse projeto começou por que nós queríamos promover a reabilitação de crianças especiais fugindo do ambiente hostilizado clínico/hospitalar, dando sequência a atividade física em um ambiente dinâmico de uma academia. Algumas talvez nunca vão poder atingir esse nível de participar da atividade coletiva pela própria limitação, seja por limitação física ou cognitiva, porém continuaremos o trabalho individualizado preparando ela para se desenvolver junto as demais crianças ”, explica o coordenador do setor Acqua e kids da Infinity, Anderson Azevedo, educador físico e fisioterapeuta especialista em reabilitação neuropediátrica, neonatal e em psicomotricidade.

Para detalhar o passo a passo do desenvolvimento desses alunos, a Infinity elabora relatórios que mapeiam toda a evolução da criança dentro das atividades. Informações estas que são compartilhadas com os pais. “É uma metodologia bacana, uma avaliação que você olha como está seu filho, se está tendo dificuldade ou não, como está tudo”, conta a dentista Milena Reis, mãe de pequeno João Reis, de três anos, que nasceu com síndrome de down, está na Infinity há quatro meses e já pratica natação com as crianças da sua idade normalmente. Uma vitória que Milena faz questão de comemorar: “Quando eu chegava em outros locais que oferecem natação infantil para matricular meu filho e falava que ele era especial, me diziam que eu tinha que entrar com ele a piscina. Mas a criança especial se desenvolve, pode fazer tudo”, completa.